sábado, 10 de maio de 2008

O Valor de um Amigo


“Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão” (Provérbios 17.17).

Uma das maiores bênçãos que Deus pode conceder para a nossa vida é o profundo valor da amizade. Não há ser humano que possa ter uma vida de qualidade ou uma saúde mental perfeita sem o convívio fraterno com amigos verdadeiros. Mesmo aquelas pessoas que buscam se refugiar da realidade em mosteiros, como ainda é costume em tradições religiosas mais antigas, acabarão desfrutando da companhia de outros, que fatalmente se tornarão seus amigos.
A Bíblia nos conta a história da bonita amizade entre Davi e Jônatas. Davi era genro do rei Saul, e Jônatas filho do rei. Os dois desenvolveram uma profunda amizade, e quando o coração de Saul se voltou contra Davi a ponto de querer mata-lo, o jovem pastor de ovelhas acabou contando com a proteção do filho do rei. Quando Jônatas e Saul morreram em combate contra os filisteus, Davi proclamou: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres (2Sm 1.26)”. Esta frase pode chocar alguém que não tenha jamais sentido um laço de verdadeira amizade com alguém, mas quem já teve um amigo verdadeiro sabe o quanto Davi tem razão. A paixão é um sentimento que pode às vezes ser cruel e ditatorial; a amizade, no entanto, aceita, compreende, motiva, impulsiona, sem exigir nada. Um amor entre um casal, por exemplo, é sempre mais bem sucedido quanto maior for a amizade, o companheirismo, entre os dois.
Lendo a Bíblia Sagrada, compreendemos que uma das motivações para a qual o ser humano foi criado foi o desejo de Deus em ter um amigo. Deus sempre buscou no coração do homem o sentimento da amizade, este conceito tão difuso que o nosso Dicionário Aurélio define como “Sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura”. Todos os grandes patriarcas da Bíblia, como Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e os profetas, foram homens com quem Deus quis ter um relacionamento diferenciado. A tal ponto Deus levou esta questão a sério que quis dividir com estes homens tudo o que fazia, e até pedia opiniões. Um Deus onipotente pedindo a um mortal, sugestões sobre o que deveria fazer? Deus fez isso com Abraão, quando pensava em destruir Sodoma e Gomorra. Deus confiava tanto em Abraão que queria que ele fizesse parte de todas as coisas que tencionava fazer.
O maior testemunho do amor de Deus para com a humanidade foi Jesus, nosso Salvador. Um de seus nomes também era Emanuel, ou seja, “Deus conosco”. Através de Jesus, Deus compartilhou com a humanidade seu desejo de ser visto não mais como um rei indiferente, distante em seu trono majestático, sempre pronto a castigar os faltosos, mas antes de tudo como um Deus amoroso, que sempre desejou estar perto de seus filhos, com sentimento de verdadeira amizade. Jesus levou isso a sério. Todos os estudiosos dos Evangelhos concordam que Pedro, Tiago e João eram amigos especiais para Jesus, dentre os doze apóstolos. Quando sabia que era chegada sua hora, Jesus confessou que ele os considerava como amigos: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.”
Jesus quer ser seu amigo. Não aquele amigo-da-onça, que só está com você nas horas boas, mas amigo fiel, aquele amigo da hora ruim, da hora em que ninguém dá um centavo furado por você. Ele está apenas esperando o seu convite. Aceite este amigo hoje mesmo.

Um comentário:

Patricia disse...

Oi!
Vi seu blog na comu do Orkut e vim conferir!
Achei bem legal!

Passa lá no meu blog tb:

http://blogdapattyandrea.blogspot.com

bjus e bom fds