sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Eleições nos EUA


McCain, Obama e Hillary: Porque eu não escolho o do meio.

A imprensa brasileira é mesmo engraçada. A imensa maioria de seus profissionais, que fecha sem questionamento com as utopias regressistas da esquerda e aplaude qualquer intelectual de botequim que critica o “imperialismo norte-americano”, é a mesma turma que não desgruda o olho do noticiário para saber quem vai ser o futuro presidente dos Estados Unidos. Como dóceis jornalistas da colônia, interessam-se mesmo é pela eleição que conta, ou seja, a que vai escolher quem realmente manda. Faz sentido. Para que perder tempo com o sucessor de Lula, se é com o escolhido deste novo pleito americano que serão feitos os ajustes que realmente contam?
Particularmente, como um dócil colonizado, já tenho o “meu” candidato. E, como era de se esperar, ele está perdendo de lavada na eleição da opinião pública. Adivinhou: não, não votaria em Barack Obama nem por um “green card”.
Obama, como não poderia deixar de ser, é o queridinho da mídia neste momento. Todos os comentaristas de política da cena brasileira e americana, sem exceção, estão encantados com a verve do doutor de Harvard, que insinua que a sua própria eleição, por si só, já seria, por assim dizer, um acontecimento. Quando questionado sobre sua absoluta inexperiência para governar, e o medo que sua inabilidade causa naqueles que sabem que política não é apenas vontade, limitou-se a dizer: “A Esperança vai vencer o medo”. Ai ai ai, já vi esse filme...
Sim, é isso mesmo: Obama, talvez até sem se dar conta, segue as pegadas de Lula, o homem que protagonizou o maior estelionato eleitoral da história do sistema republicano. A mística da minoria é sempre um apelo sedutor, e Obama sabe disso. Assim como Lula galvanizou o país por duas vezes com a idéia traiçoeira de que a eleição de um “presidente-operário” era a única forma de legitimar a democracia, Obama também faz de sua condição social uma espécie de chantagem. Significa mais ou menos o seguinte: Eleger Obama é o máximo porque Obama é negro e descendente de islâmicos, e se os americanos negarem isso, significa que a democracia americana não funciona. Trata-se, portanto, de uma chantagem política que não admite contestação. Por isso, não simpatizo com Obama, como não simpatizo com embusteiros.
O “meu” candidato nesta disputa, exatamente como na eleição presidencial de 2006 no Brasil, foi escolhido por exclusão. Naquela eleição, eu preferia o Serra, mas num esforço imenso para conseguir perder a eleição, o meu partido escolheu Alckmin. Eu preferia o pastor Hukabbe, que desistiu, assim como o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, o homem que desmistificou os equívocos da esquerda na segurança pública com sua política de “Tolerância Zero” para o crime. McCain, o republicano que restou, pelo menos não se verga ao discurso do parasitismo, e para nós, brasileiros, um republicano é sempre mais negócio, embora a opinião pública brasileira seja sempre mais simpática aos democratas, sempre favoráveis a barreiras contra nossos produtos.

3 comentários:

Frank Morgan disse...

Não sei não...mais esse tal Baraka Obama(sei la se é assim o nome)não fará tantas coisas boas na presidencia dos Estados Unidos caso ele ganhe...que não duvido muito.

http://polvoloko.blogspot.com/

Marcus Vinicius disse...

cara muito bom o seu texto
poso não comcordar com sua opinião
mais em relação a materia descrita
esta muito bom!
gostei o seu blog eh otimo!!
um abraço

Luciana Carvalho disse...

Pastor Moreira!
Satisfação poder chamá-lo assim... Sei que era um sonho deste amigo, por isso fico feliz contigo pela conquista mais do que merecida...
Cláudio, agradeço muito pelo teu comentário ao meu blog e a preciosa contribuição que destes ao último texto.
Não preciso dizer o quanto admiro tua inteligência, cultura, eruditismo e coragem de mostrar o que pensa. Discordamos em muitos posicionamentos ideológicos e filosóficos, mas nossa amizade e admiração mútua estão acima destas singularidades, que só nos aproximam, paradoxalmente.
Felicidades, amigo, a ti e a Patrícia.
Abraço!