segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Multiculturalismo? Tô fora!


Charge americana, brincando com as falácias do senso comum do "politically correct"

Uma das catilinárias que tem dado mais espaço e ênfase para o absurdo com ares acadêmicos, é o blá-blá-blá do multiculturalismo.

Essa mistificação violenta de que todas as culturas ao redor do mundo são equivalentes, é uma empulhação sociológica, uma pseudo-ciência, um embuste.

Como dizer que a cultura judaica é, por exemplo, igual às culturas tribais que extirpam o clitóris de suas mulheres?

Como sugerir que a cultura ocidental seja moralmente igual à de tribos indígenas que matam seus bebês quando nascem com alguma deformidade?

Nenhum antropólogo ou pseudo-humanista vai me convencer jamais que uma cultura que mata bebês indígenas é igual à civilização cristã. NÃO É.

Ninguém jamais vai me convencer que uma cultura que extirpa o hímem das mulheres é equivalente à cultura cristã. NÃO É.

Creio que, acima da pluralidade cultural, está a Vida.

É por isso que sou a favor dos missionários da Jocum que retiraram da selva uma criança indígena que iria ser morta em um ritual de sua tribo por ter nascido defeituosa.

Na época, antropólogos, sociólogos e toda essa gente politicamente correta "caiu de pau" em cima dos missionários, queriam tirar eles de lá, o escambau. Até a Televisão pautou sua cobertura nas opiniões dessa turma do multiculturalismo.

Por que será que essa gente não foi visitar a criança, que hoje, dois anos depois, vive em São Paulo, fez tratamento na AACD e hoje é uma vida preservada?

A sociologia e a antropologia "politicamente corretas", dominadas até o âmago por ideologias regressistas de esquerda, querem que todo o conjunto da sociedade conceda status de igualdade cultural a tribos que matam bebês. E querem fazê-lo através de excrescências como a lei de cotas, legislação específica para minorias e outras cositas.

Esquecem-se estes senhores que a Constituição já garante status de igualdade civil a todos os brasileiros, quando reitera, no artigo quinto, que todos os homens são iguais perante a lei. No entanto, de 88 pra cá, o Brasil tem aprovado excrescências jurídicas sob o condão de "leis de proteção das minorias".

Collor, sob pressão do Congresso, criou até uma reserva gigantesca com o nome de "Nação Ianomâmi", um absurdo institucional, uma nação dentro de uma nação. Brasileiro, pra entrar lá, só se for "antropólogo" ou tiver carteirinha de ONG vinculada ao PT.

Mesmo exemplo se deve dizer do famigerado Estatuto da Igualdade Racial, proposto pelo senador Paulo Paim (que, pra vergonha minha, é gaúcho). A igualdade de raça já é assegurada pela Constituição. O que Paim reivindica são privilégios legais para a raça negra, o que é a instituição formal da desigualdade.

Para justificar o injustificável, especialistas da área costumam dizer que o multiculturalismo opõe-se ao que ele julga ser uma forma de etnocentrismo (visão de mundo da sociedade branca dominante que se toma por mais importante que as demais).

Esta é apenas uma esperteza marxista. O que verdadeiramente se pretende com estes protecionismos a minorias, é a depreciação da cultura ocidental. Mas esse tipo de aberração passa batido no Congresso, sob o aplauso de ongs, conselhos e todo tipo de lobby organizado pelos tais "movimentos populares". A Universidade de Brasília montou até um comitê pra "selecionar" os candidatos pelas fotos. Um comitê decide quem é branco e quem é negro. Nem Hitler chegou a esse grau de absurdo... E pelo visto, o próximo passo é o PL 122/2006, que sob o pretexto de punir a "Homofobia", vai na verdade criminalizar a liberdade de manifestação de organizações religiosas.

6 comentários:

César Fernández disse...

não é fictício :)

Meerstempel Badist disse...

Se analisada de forma isolada a cultura de um povo é ótima, mas de uma forma global é uma merda, os índios olham para a nossa cultura e acham muita coisa ridícula também, assim também pensam os judeus entre outros. Não existe um consenso de idéias, existem o que aprendemo ser o certo ou o errado e se não quebrarmos nossos paradigmas iremos pensar assim para todo o sempre.

Carlos André disse...

"Como dizer que a cultura judaica é, por exemplo, igual às culturas tribais que extirpam o clitóris de suas mulheres?"

É verdade. Os judeus cortam é a pele do tico.
A propósito, algum "religioso" algum dia precisa me explicar qual é a razão dessa obsessão que as religiões organizadas têm com a genitália de crianças.

Larissa Bohnenberger disse...

"Como sugerir que a cultura ocidental seja moralmente igual à de tribos indígenas que matam seus bebês quando nascem com alguma deformidade?"

Quem é que determina o que é ou deixa de ser moral no âmbito intercultural? Moral são valores atribuídos dentro de uma sociedade fechada, ditados ou não por conceitos religiosos. Nenhum de nós tem o direito de julgar imorais ou incorretos e criminosos atos cometidos em uma sociedade cultural diferente da nossa. Podemos sim é nos manifestar para tentar moldar a nossa!

Larissa Bohnenberger disse...

Ah, mais uma coisa, o PL 122/2006 garante aos homossexuais o direito de estarem nos mesmos lugares que os demais cidadãos. Ou pra você é moralmente correto que gays sejam açoitados em praça pública por sair de casa?

Pr. Cláudio Moreira disse...

Prezada Larissa...

Me assusto um pouco quando você diz que "Nenhum de nós tem o direito de julgar imorais ou incorretos e criminosos atos cometidos em uma sociedade cultural diferente da nossa". Pelo que pude entender, sua noção de assassinato, estupro, e outras práticas, varia de acordo com a cultura do autor, certo? Bom, sugiro que faça um passeio pela África do Sul, e aí quem sabe ouço novamente sua opinião.
Quanto ao projeto 122, se o único objetivo da lei é permitir que os homossexuais ocupem os mesmos lugares que os demais, poderia ser suspensa sua tramitação, já que a Constituição já garante isso. O que se pretende, na verdade, é criminalizar a opinião de centenas e centenas de religiosos ao país, que entendem que o comportamento homossexual é inadequado e não cometem nenhum crime ao pensar assim.
Abraços.