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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Importância dos Lábios Prudentes



“O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói. (Provérbios 13:3)”.

Ter sucesso em todos os projetos é o principal anseio de todo e qualquer ser humano. No entanto, apenas algumas pessoas conseguem alcançá-lo. Mesmo pessoas crentes em Deus, e que se dizem fiéis à sua Palavra, tem uma séria dificuldade de conquistar suas metas, enquanto outros, que às vezes nem mesmo tem uma vida de devoção, conseguem prosperar. Por que isso acontece?
Em primeiro lugar, a Palavra de Deus é para todos os seres humanos, crentes ou não. Ela apresenta princípios seguros para uma vida vitoriosa, hoje e também no porvir. Portanto, quando qualquer pessoa pratica um princípio contido na Bíblia Sagrada, mesmo sem tê-la lido uma única vez, receberá a bênção correspondente àquele princípio. Se, por outro lado, mesmo se dizendo crente, a pessoa não aplica os princípios da Palavra de Deus em sua vida, estará fadada a ser um cristão frustrado.
Um dos princípios mais profundos que a Bíblia ensina para se ter vitória, é ter vigilância e moderação com o uso das palavras. Infelizmente, muitos cristãos precisam ainda aprender muito no que tange a este respeito.
Você conhece alguma pessoa que fala tudo o que lhe vem à boca? Seja a maior tolice ou a maior grosseria do mundo, a pessoa não consegue se segurar. Parece que o caminho entre a boca e o cérebro é mais curto nestas pessoas. Este tipo de postura atrai mágoas e contendas desnecessárias que impedem o crescimento espiritual.
A Bíblia classifica esta atitude como “pecado de leviandade (Efésios 5:4)”. Há inclusive pessoas que se orgulham de incorrer neste erro, por achar que isto lhes torna mais sinceras que as outras. Certamente você já ouviu alguém dizer algo como “me desculpe, mas eu sou muito franco”...e em seguida, despejar uma grosseria contra alguém. Por que será que tais pessoas não são igualmente francas para falar algo de bom, sempre invocando sua franqueza como escudo para suas grosserias?
Quando alguém, no meio de uma conversa, me pergunta: “Posso ser franco?”, eu sempre respondo que não. Assustada, a pessoa pergunta: “por quê?”, e eu costumo dizer: “porque achei que já estivesse sendo franco desde o início da conversa”. Normalmente, quem pede licença para ser franco, está querendo apenas ser estúpido. Bem diferente é o conselho que a Bíblia nos dá, ensinando a falar no tempo certo, para abençoar, restaurar e construir, não para destruir vidas ou reputações. Salomão ensina que há “tempo de estar calado e tempo de falar (Eclesiastes 3:7)”. Quando Deus quis purificar Isaías, mandou um anjo colocar uma brasa de fogo em seus lábios. “Se alguém não tropeça em palavras, é perfeito varão, apto a governar todo o corpo (Tiago 3.2)”.
Deus te abençoe abundantemente.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Terrível Ato de Maldizer


“Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta!” (Salmo 52;4)

Você já ouviu uma fofoca? Quem sabe, ao longo de sua vida, você mesmo já tenha pronunciado algum comentário de fonte não muito confiável a respeito de alguém, na base do “ouvi dizer”... Não, você não está sozinho nisso. Na verdade, nos dias atuais, em tempos de Internet e de informação na velocidade da luz, não são apenas as notícias e informações úteis que correm velozes. A fofoca também. Um dos exemplos desta nova “cultura da fofoca” da sociedade moderna é a profusão de programas de TV cujo principal assunto são os boatos, “quentes” ou “frios”, sobre a vida dos famosos ou nem tão famosos assim. Algumas “celebridades”, cientes de que esta é uma forma de estar na mídia, até mesmo incentivam, “plantam” informações maldosas sobre si mesmos, num ciclo vicioso e doentio.
No entanto, há quem ache um grande divertimento comentar da vida alheia. Estranhamente, quase nunca se comenta algo de bom, porque o tipo de comentário que “rende” é a observação injuriosa, e muitas vezes, mentirosa. A tradição judaica, dos primeiros intérpretes da Bíblia, equipara a fofoca ao assassinato, pois em ambos os casos está presente aquilo que a Bíblia chama de “derramamento de sangue inocente”. Na verdade, a Bíblia considera a fofoca pior do que o assassinato, porque a vítima ainda está viva para sofrer a injúria. Em outras palavras, a fofoca é uma espécie de assassinato da honra. O fofoqueiro é alguém que, segundo o Salmo 52, “ama todas as palavras destruidoras”. Mais acima, o mesmo texto diz: “A tua língua intenta o mal, como uma navalha afiada, tramando enganos (v.2)”.
O célebre psicólogo Carl Gustav Jung, contemporâneo de Freud, ensinava que o fofoqueiro é alguém que não conseguiu satisfazer sua vida e auto-estima pelos meios normais, e precisa da maledicência para se compensar. Em outras palavras, o fofoqueiro é um doente, que muitas vezes não avalia as dimensões do mal que gera.
Deus dá muito valor àquilo que falamos. Tanto assim é que a oração é o meio que Ele instituiu para adquirirmos o Seu favor. Se proferirmos bênçãos, seremos abençoados; se, no entanto, proferimos maldições, seremos abençoados. O rei Salomão, sabiamente, ensina: “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” (Provérbios 18:21). Jesus, de forma ainda mais radical, repudia os lábios cheios de comentários maldosos com um argumento incontestável: “A boca fala daquilo que o coração está cheio!” (Mateus 12:34).
Portanto, vigiemos nossos lábios e nosso coração todos os dias, para que nossa boca pronuncie somente palavras abençoadoras: um elogio, uma gentileza, um hino de louvor a Deus...e se você é do tipo inteligente e sagaz, contenha sua ironia. Tente fazer da sua notável inteligência uma forma de ajudar os outros, não de destruí-los. O Salmo 15 diz que só entrará no Santuário de Deus (ou seja, no coração de Deus) quem “não difama com sua língua e não faz mal a seu próximo”.
Deus livre você das línguas fraudulentas... e, principalmente, livre-o de ser uma delas!
O Senhor Jesus te abençoe abundantemente.